Senta-te e olha à tua volta, diz-me o que vês. Lá fora uma cidade atarefada, cheia de stress, poluição e coisas mesquinhas. Um pouco mais ao lado, uma clareia rica numa vida sã e num sentimento de alegria e conspiração saudável únicos. Do outro lado o mar, aquela imensidão de água de uma pureza e limpidez resplandecentes.
Então e dentro de ti? De mim? De todos estes seres tão aparentemente semelhantes? Descansa, não é nada mais do que um pouco do reflexo de tudo o que vês. O tormento no teu interior, o stress do teu dia-a-dia, aquelas chatices e os mexericos que só servem para aborrecer, é poluição certa para a tua paz e “encher o saco”.
Aqueles momentos em que te aconchegas no recanto que mais gostas da tua casa, enquanto fazes algo que realmente gostas, onde elevas os teus pensamentos e desejos aos lugares mais imprevisíveis, onde te soltas e te sentes verdadeiramente livre, onde te assemelhas a um pequeno animal curioso e aventureiro numa nova casa onde se sente realmente feliz e consolado. E o mar, esse. Aquela grande corrente de sentimentos e desejos fugazes que te percorre incansavelmente e te faz saciar por mais.
Olha o exterior, observa o teu interior. Descobre que afinal não és assim tão diferente do mundo onde cresces, apenas és de aspecto modificado e cresces único. Afinal és filho da Terra Mãe, todos nós somos fruto dela.

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